"E continuou suas pisadas com a esperança de que em algum momento olhasse para trás, lembrando dia após dia daquela doce voz que falava na sua memória, aqueles olhos que mutuamente se olhavam muito de perto e aquela forma de tremer quando ambos os corpos se tocavam.
E o seu caminhar esperançoso, ao mesmo tempo que com o coração quebrado, não duvidava em continuar em frente apesar dos mil nãos e das mil rejeições que já colecionava no seu passado recente.
E com milhões de lágrimas, ia regando suas pegadas, murchando o pouco que restava de vontade e jurando que nunca mais perseguiria os seus passos. E os seus cativos de dor se arrastavam entre o lodo de pensamentos ruminantes deixando qualquer pressentimento do que no seu dia chamou alegremente de dignidade.
E apesar das infinitas promessas feitas a amigos, familiares e a si próprio, novamente rogava. Não lhe importavam os resultados que lhe arrastassem, sempre voltava a suplicar. Sempre que acordava o sinal da angústia de dentro de si, este gritava dominando a sua capacidade de controle e deixando-se levar pelos desígnios da desesperança.
E a sua autoestima afundada e esmagada se escondia imersa na lama mais escura e profunda, abandonando a pessoa que uma vez o acompanhou. Deslocada pela melancolia das lembranças do amor quebrado e perdido, da fidelidade eterna e de projetos futuros quebrados.
E olhou para trás e pensou: O que poderia ter feito para não chegar até ali? E chorou…”
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Para Refletir
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